Digimedia Smarttool

Um estúdio é montado com equipamento de uma dúzia de fabricantes, e quase nada nele fala a mesma língua. O Digimedia Smarttool fica no meio e traduz: liga-se a consolas, sistemas de playout, misturadores de vídeo, leitores de sinalética, iluminação e sensores, transpõe o que cada um disponibiliza para uma única árvore de parâmetros e permite-lhe ligar qualquer um deles a qualquer outro através de uma regra. Funciona como serviço em segundo plano e é operado a partir de um navegador. Fase beta em curso.

Cinco palavras

Tudo no Smarttool assenta em cinco ideias, e conhecê-las é quase tudo o que há para aprender.

Adicione um equipamento, abra a sua árvore e marque Rule num parâmetro para o tornar uma origem, ou Store para guardar o seu valor. As subscrições são tratadas automaticamente: marcar uma caixa subscreve o parâmetro no equipamento, e desmarcá-la cancela a subscrição assim que mais nada precisar dela.

Com o que consegue falar

Cada tipo de equipamento é uma ligação própria, já com as predefinições certas preenchidas — basta indicar um endereço e, quando o protocolo o exigir, uma credencial.

Tudo o que fale um protocolo de mensagens bidirecional e não conste desta lista pode, ainda assim, ser adicionado de forma genérica, com as suas mensagens decompostas automaticamente numa árvore.

Regras

Uma regra vigia um parâmetro e escreve num ou mais parâmetros sempre que ele muda. A origem e o destino não precisam de ter nada em comum — um fader de uma consola pode mover um registo de um controlador industrial, e uma regra pode comandar vários destinos ao mesmo tempo, cada um com o seu próprio tratamento.

É isto que faz com que um só gesto produza vários efeitos: abrir um fader de microfone pode acender a luz vermelha, cortar a câmara para esse apresentador e baixar o monitor de estúdio, tudo a partir de uma única regra. Cada regra tem um botão de reprodução que a executa com um valor que indique, para que a lógica possa ser comprovada sem tocar no equipamento.

Variáveis e o relógio

Os parâmetros são momentâneos; as variáveis lembram-se. Um valor guardado permanece na base de dados local, quer o serviço reinicie, quer a máquina arranque de novo, e qualquer script de regra o pode ler ou escrever — é assim que o estado de um sistema passa a ser o de outro, e é assim que uma regra sabe o que aconteceu antes de ela própria correr. Uma variável ainda referida por uma regra não pode ser eliminada por acidente; o Smarttool indica qual é a regra que a está a usar.O agendador dispara uma regra pelo relógio e não por um acontecimento: numa data e hora exatas, num ciclo repetido de minutos a meses, ou numa simples expressão cron; o editor visual e a expressão mantêm-se sempre em sintonia. Isso cobre o arranque matinal da estação, a reposição noturna, uma verificação periódica do transmissor.

Registos

As regras e as tarefas podem escrever uma entrada sempre que são executadas, o que transforma «a luz não acendeu» numa linha com data e hora. As entradas são classificadas por gravidade, trazem a hora local e podem ser filtradas à medida que escreve.A mesma vista é também um recetor para o resto do sistema: aponte comutadores de rede, routers de áudio, servidores de playout e máquinas Linux para o Smarttool e as suas mensagens vão parar ao mesmo sítio pesquisável, em vez de a uma dúzia de visualizadores de registos separados que ninguém abre.

Funcionamento sem supervisão

O Smarttool é um serviço do Windows. Arranca com a máquina, mantém as suas ligações e continua a funcionar sem ninguém com sessão iniciada e sem qualquer janela aberta; a interface no navegador é apenas um comando à distância, e fechá-la não altera nada. Os valores chegam à medida que acontecem, em vez de serem consultados, pelo que um tally está em direto e não com um segundo de atraso.O acesso está fechado enquanto não o abrir. Um navegador na própria máquina entra sempre, pelo que é impossível ficar sem acesso. De qualquer outro sítio é exigida uma palavra-passe — e, enquanto ninguém definir uma na própria máquina, o acesso a partir da rede é recusado liminarmente, em vez de ficar aberto, o que significa que um serviço acabado de instalar nunca fica exposto por predefinição. Alterar ou apagar a palavra-passe termina de imediato todas as sessões remotas.O serviço procura uma nova versão pouco depois de arrancar e, a partir daí, apenas quando o pedir, pelo que não comunica com o exterior durante um programa.

Licenciamento

Esta é uma ferramenta gratuita. Sem qualquer obrigação de compra. As transferências são fornecidas “tal como estão”, sem garantia de qualquer tipo. A Micromedia AG não assume qualquer responsabilidade por danos decorrentes da sua utilização. Está disponível, mediante pedido, uma edição empresarial licenciada com suporte. Contacte-nos para obter um orçamento.