Digimedia Visualradio

O Digimedia Visualradio transforma um programa de rádio num programa que também se vê, sem pôr ninguém atrás de um misturador de vídeo. Escuta cada microfone, vigia o fader e o estado no ar de cada canal da consola, percebe quem está realmente a falar e corta as câmaras em função disso — apresentador, convidado, plano geral — comandando o misturador de vídeo ou a câmara PTZ que o estúdio já tiver. Funciona como serviço em segundo plano e é controlado a partir de um navegador. Fase beta em curso.

O que escuta

Duas coisas decidem quem entra na imagem, e ambas têm de concordar. A primeira é o som: cada canal de microfone tem um gate próprio, que, por predefinição, abre por volta dos −34 dBFS, para que a respiração e o som que escapa dos auscultadores nunca contem como fala. A segunda é a consola: um canal só é candidato enquanto o respetivo fader estiver realmente aberto e o canal estiver no ar. Um apresentador que se incline sobre um microfone fechado não altera nada.A ligação à consola é em direto e não por consulta periódica, pelo que os movimentos de fader, os estados no ar e as leituras de nível chegam à medida que acontecem. É isso que faz o corte cair em cima da palavra, e não um instante depois.

As regras que evitam os saltos

Um realizador automático que se limitasse a seguir o microfone com o nível mais alto seria impossível de ver. Quatro regras transformam leituras de nível em algo que parece ter tido um realizador.

O ritmo pode ser ajustado com o programa no ar: prolongue os planos num bloco de conversa mais calmo, encurte-os num programa da manhã acelerado.

Que microfone corresponde a que câmara

Uma única tabela liga o estúdio ao vídeo. Cada linha associa um canal de áudio e o respetivo fader na consola a uma câmara: a entrada no misturador de vídeo, o nome da cena quando se aplica e, no caso de uma câmara PTZ, a predefinição a chamar, para que a câmara se desloque até esse lugar antes de entrar no ar.As linhas têm também uma prioridade, que resolve aquilo que ninguém planeia — duas pessoas a começarem a falar no mesmo instante. Sem ela, a escolha seria arbitrária; com ela, o resultado é o que decidiu de antemão.

O que consegue comandar

O Visualradio não substitui o equipamento de vídeo do estúdio; comanda-o. O que já lá está é o que ele corta.

A vista de controlo

O ecrã do operador são dois monitores lado a lado: o que está no ar neste momento, a vermelho, com o plano, há quanto tempo dura e por quanto tempo ainda fica bloqueado; e para que câmara o Visualradio tenciona cortar a seguir, a verde. Ver o segundo monitor durante um minuto é a forma de aprender a confiar no primeiro.Nada obriga a manter tudo automático. Corte manualmente para qualquer câmara a qualquer momento, congele a imagem onde está ou devolva o controlo — e o ritmo pode ser alterado em andamento, sem parar nada. O corte manual está sempre disponível, por isso um realizador que queira um determinado plano simplesmente corta para ele.

No estúdio, e a funcionar sozinho

Um segundo ecrã destina-se a quem está à frente das câmaras: um tally grande para um monitor de retorno ou um tablet, vermelho para quem está no ar, âmbar quando o plano geral está no ar, um cronómetro e uma deixa a avisar o próximo apresentador de que a câmara dele vem a seguir. Responde à pergunta que todos num estúdio de rádio fazem ao mesmo tempo: se estão a ser vistos.O serviço arranca com a máquina e funciona sem supervisão. Um navegador na própria máquina entra sempre; de qualquer outro ponto da rede, o acesso é recusado liminarmente enquanto não for definida localmente uma palavra-passe, pelo que nunca fica aberto por descuido.

Licenciamento

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